9 de set de 2013

Sei lá

Postado por LUIZA às 16:28
Tudo bem, a fase de agora é boa. E nem estou sendo saudosista como Drummond em alguns de seus poemas, lidos no Ensino Médio, mas nunca esquecidos.
Mas cá entre nós, sem tentar cair na ideia de que "antes era tudo mais fácil", não dá uma vontade de se livrar das suas conclusões e ideias de agora, e ouvir uma música que gostava quando tinha 15 anos e, sei lá, esquecer por alguns minutos ?
Sei lá se era mais fácil, mais difícil, só sei que é uma maneira de você, e você mesmo, esquecer das coisas estranhas que te acontecem hoje, agora.
Sempre quis fazer faculdade, pegar metrô, ter uma vida independente, ir em baladas, ser admirada do jeito que sou (acreditem, era bem complicado conseguir isso antes), fazer o que eu amo, não ter que estudar por obrigação, ter tempo para reformar o quarto, fazer minhas roupas, pintar as unhas toda semana, ler meus livros daquela lista enorme de livros para ler, trabalhar, andar em SP sozinha. E pronto, já tenho isso. Claro, ainda restam algumas coisas por se fazer. E mesmo assim... Sei lá.
São pessoas complicadas, que mentem, que sofrem, que escondem seu sofrimento, são aquelas amizades vazias, aquelas que crescem a cada dia, aquelas que vão indicando que não são verdadeiras a cada dia que passa. Pessoas tímidas, pessoas muito comunicativas, pessoas, pessoas, pessoas.
No meio de tantas pessoas, idosos que entram no metrô, skatistas que passam na calçada da sua casa, jovens nas ruas protestando, eventos, viagens, uns ali, outros aqui, outros bem, outros mal, uns descobrindo coisas boas ou ruins pra sua vida. É uma montanha de vidas, passando.
Não é um simples cara bonito que passa na sua frente, enquanto sai do ônibus. Ele pode pensar que nem você, ele pode estar preocupado, pode estar atrasado, com sono, com fome, muito triste, ou simplesmente indo pedir a "ficante" em namoro.
Me pego pensando nas coisas, nos acontecimentos, nas pessoas, nos acasos.
Me pego triste por alguém TOTALMENTE avulsa na minha vida, que eu fico tentando fazer dar certo, mas já sabendo que não tá tendo reciprocidade.
Me pego preocupada com trabalhos, pesquisas, faculdade, dinheiro, roupa da balada de sábado, a maquiagem de amanhã, nas minhas fotos de biquini no fim do ano (preciso emagrecer), naquele sapato que deixei na loja outro dia.
Me pego pensando em tanta coisa.
Confusa nos próprios pensamentos, sejam eles bobos ou não, são meus afinal.
E, de repente, ouvir uma música, muda tudo, me faz perceber que tudo isso que estava pensando, não passa de uma pasta de arquivos na minha mente, que está ali, "online", no momento.
Mas tem outros fatos nos quais pensar.
Não fiz T.O., meu irmão vai fazer 22 anos, não tenho alguém para compartilhar um passeio de carro que não sejam meus pais, não fui atrás da minha carta, me sinto meio longe da realização do meu sonho, me pergunto se estou na faculdade certa, nunca trabalhei.
Ou seja, se parar para relacionar, o "online" da minha mente, é só o "online", mas até o que está em segundo plano, me perturba.
Me apaixonei por alguém nada a ver, já esqueci, depois fui lá, e comecei alguma outra coisa, mas só na minha mente era o começo de alguma coisa, mas nada saiu do papel. Então, pode ser só coisa da minha cabeça. Como sempre, né pessoal.
Sou de peixes.
Vivo na bolha, no universo paralelo, em outra dimensão, a qual tento ficar igualando ao real. E aí, pronto, decepções aparecem.
Sei lá o que se passa nas cabeças das pessoas, mas gostaria de saber, pra me sentir parte de alguma coisa menos física, e mais internamente reflexiva.
Seria bom encontrar alguém com essa capacidade, mas até lá, tenho o teclado, tenho o papel, tenho o blog, tenho lápis, tenho o meu "querido diário", cada dia mais confuso e menos superficial.

6 comentários:

Mônica on quarta-feira, setembro 11, 2013 disse...

Queria saber o que te dizer, sem errar nenhuma palavra e poder te deixar feliz. Mas nessas horas percebo que escrever não ajuda, o importante é falar olhando nos olhos e expressar tudo o que sinto. O bom é que sexta vamos nos ver e espero conseguir transmitir ao menos uma faísca para você não pensar mais assim. Beijos, Mônica.

Verônica disse...

E você tem a mim, que mesmo nem sempre presente, que mesmo nem sempre fazendo parte do mesmo mundo que o seu vai estar sempre aqui do jeito que você gosta toda descabelada te esperando na porta da faculdade (:

Amanda Favali on segunda-feira, outubro 07, 2013 disse...

adoro seus textos, eles me fazendo querer escrever tambem hahahaha eu te entendo, completamente. Acho que tenho a minha pasta de "online"no momento assim tambem, tanta coisa que mudou, mas tanta coisa que eu ainda quero que aconteça... sei la foi o melhor dome para defini-lo

Vivis Fróes on quarta-feira, outubro 16, 2013 disse...

Adoro a sua doçura.
Acalma teus pensamentos, porque eles só pioram. Na sua idade era a mesma coisa comigo e para ser sincera? Não mudou tanto assim. Porém as coisas continuaram a acontecer à medida que eu fui deixando. Amizades? Quantas decepções e quanta saudade, mas a vida foi trazendo novas possibilidades, então esteja aberta para elas. Trabalho, faculdade? Se você não sabe se gosta hoje, então trate de saber, mas se não conseguir, termine tudo que se propor a fazer e se preciso for, recomece tudo novamente. O que não me canso é essa infinita possibilidade, enquanto a vida há movimento.
Se quiser conversar, estou por aqui :)
bjs

LUIZA on quarta-feira, outubro 16, 2013 disse...

Não tenho como descrever minha surpresa e respectiva felicidade em saber que tantas pessoas leram esse texto, que é só mais um reflexão dos meus dias...
Gostaria de agradecer cada palavra, principalmente da Vivis, que nem me conhece pessoalmente, e escreveu coisas tão lindas (: Coisas assim me motivam a continuar com o blog e melhorar a cada dia, diante das próprias conclusões que tiro sobre a vida.
Obrigaaaaaaaaaaada <3
Beijos, LU

Vivis Fróes on quinta-feira, outubro 17, 2013 disse...

Querida Lu, obrigada por ir até o meu pequeno espaço e deixar um recado. Fui realmente sincera e sei como se sente. Muitas vezes achamos que estamos escrevendo para o vento, ou só para nós mesmos e nem pensamos que alguém sente as mesmas coisas, tem as mesmas indagações e dúvidas. Nem imaginamos que podemos nos identificar com pessoas que nem nunca vimos. Tudo isso passou a ser parte da vida, que é feita de encontros :)
Apareça sempre que quiser e continue com o blog sim. Gosto de ler sobre quem é de verdade, existe muito site superficial e raso pela blogosfera!

Você tem verdade e doçura :)

Um beijo

 

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